Estados Unidos elimina totalmente seu arsenal de armas químicas: Uma vitória para a segurança global
O presidente Biden declara que tais armas "nunca mais devem ser desenvolvidas ou implantadas"
No mesmo dia em que os Estados Unidos anunciaram sua polêmica decisão de entregar bombas de fragmentação altamente prejudiciais à Ucrânia, que são especialmente perigosas para a população civil, o Pentágono também certificou o fim do processo de destruição de seu arsenal de armas químicas.
O último míssil M55, carregado com o agente nervoso sarin, foi destruído em 7 de julho no depósito do Exército em Blue Grass, Kentucky, de acordo com o Departamento de Defesa.
Os Estados Unidos anunciaram a eliminação total de seu arsenal de armas químicas, marcando um marco histórico na segurança global. O presidente Joe Biden comemorou essa conquista, destacando os mais de 30 anos de esforços para eliminar essas armas e aproximando o mundo de um futuro livre delas. O programa de armas químicas dos Estados Unidos remontava à Primeira Guerra Mundial, e o processo de destruição começou em 1990 e foi concluído em 2012, com a adoção de tecnologias alternativas à incineração. A destruição final ocorreu em Blue Grass, Kentucky, em 7 de julho, certificando o fim desse processo. Essa conquista vai além de um cumprimento de obrigações internacionais e é a primeira vez que uma organização internacional verifica a destruição completa de uma categoria de armas de destruição em massa. O presidente Biden enfatizou a importância de renovar o compromisso global de um futuro livre de armas químicas e instou outras nações a aderirem à Convenção sobre Armas Químicas. Espera-se que essa ação inspire outras nações a trabalharem para erradicar totalmente as armas químicas, promovendo a paz e a segurança em todo o mundo.
O próprio presidente, Joe Biden, saudou a conquista: "Por mais de 30 anos, os Estados Unidos trabalharam incansavelmente para eliminar seu arsenal de armas químicas. Hoje, tenho orgulho de anunciar que os Estados Unidos destruíram com segurança a última munição desse arsenal, nos aproximando um passo mais perto de um mundo livre dos horrores das armas químicas", disse em comunicado.
A longa história de armas químicas nos Estados Unidos
Os Estados Unidos iniciaram seu programa de armas químicas na Primeira Guerra Mundial, mais de um século atrás, com a produção e uso de fosgênio e gás mostarda. O país chegou a acumular mais de 30.000 toneladas de agentes de guerra química em armas de configuração explosiva e contêineres a granel.
Em 1986, o Congresso ordenou a destruição do arsenal de armas químicas, que começou em 1990 no atol de Johnston, no Pacífico. Em 2012, o exército dos EUA completou com sucesso a destruição de armas em outros seis locais distribuídos pelo território continental dos Estados Unidos, em instalações em Alabama, Arkansas, Indiana, Maryland, Oregon e Utah.
O fim de uma era
Enquanto esses arsenais eram destruídos, a legislação adicional exigia que o Departamento de Defesa avaliasse e demonstrasse tecnologias alternativas para destruir as armas químicas por meios diferentes da incineração. A aplicação bem-sucedida de tecnologias alternativas levou à destruição segura das armas químicas restantes armazenadas no Depósito Químico Pueblo do Exército dos Estados Unidos, no Colorado, e no Depósito do Exército Blue Grass, em Kentucky.
A destruição final das armas químicas
Os Estados Unidos alcançaram um marco histórico ao anunciar a eliminação total de seu arsenal de armas químicas, uma decisão que foi recebida como uma vitória para a segurança global. No mesmo dia em que houve polêmica devido à entrega de bombas de fragmentação à Ucrânia, o Pentágono certificou o fim do processo de destruição de armas químicas, com o último míssil M55 carregado com o agente nervoso sarin sendo destruído em 7 de julho no depósito do Exército em Blue Grass, Kentucky.
O presidente Joe Biden comemorou essa conquista histórica, afirmando que os Estados Unidos trabalharam incansavelmente por mais de 30 anos para eliminar seu arsenal de armas químicas. Ele destacou a importância desse marco, aproximando-nos de um mundo livre dos horrores das armas químicas. O programa de armas químicas dos Estados Unidos remonta à Primeira Guerra Mundial, quando o país começou a produzir e usar substâncias como fosgênio e gás mostarda. Ao longo do tempo, os Estados Unidos acumularam mais de 30.000 toneladas de agentes de guerra química em armas explosivas e recipientes a granel.
O processo de destruição do arsenal de armas químicas dos Estados Unidos começou em 1990 no atol de Johnston, no Pacífico, e foi concluído em 2012 em seis locais diferentes no território continental dos Estados Unidos. Durante esse período, o Departamento de Defesa também buscou tecnologias alternativas para a destruição das armas químicas, além da incineração. Essas tecnologias foram bem-sucedidas e levaram à destruição segura das armas químicas restantes nos depósitos do Exército em Pueblo, Colorado, e em Blue Grass, Kentucky.
A equipe liderada pela Bechtel National, Inc. concluiu a destruição de mais de 780.000 projéteis carregados com agente mostarda no Depósito Químico Pueblo do Exército dos Estados Unidos em 22 de junho. Posteriormente, uma equipe conjunta liderada pela Bechtel National e Parsons Corporation destruiu mais de 100.000 projéteis e foguetes carregados com agente mostarda e agente nervoso em Blue Grass, Kentucky. Ao cumprir seu compromisso perante a Organização para a Proibição de Armas Químicas, os Estados Unidos concluíram suas operações de destruição antes do prazo estabelecido de 30 de setembro de 2023.
Essa conquista vai além de um simples cumprimento de obrigações internacionais. É a primeira vez que uma organização internacional verifica a destruição completa de uma categoria de armas de destruição em massa. O presidente Biden enfatizou a importância de renovar o compromisso de um futuro livre de armas químicas e instou outras nações a aderirem à Convenção sobre Armas Químicas para alcançar o máximo potencial de proibição global dessas armas. Ele também pediu que a Rússia e a Síria cumpram a convenção e admitam seus programas não declarados, que foram usados para cometer atrocidades e ataques desrespeitosos.
A decisão dos Estados Unidos de eliminar completamente seu arsenal de armas químicas é uma vitória significativa para a segurança global. Nesse mundo, onde o medo dessas armas sempre foi uma realidade constante, é um passo crucial em direção a um futuro mais seguro. Espera-se que essa ação inspire outras nações a seguirem o exemplo e trabalharem para erradicar totalmente as armas químicas, promovendo a paz e a segurança em todo o mundo.
A eliminação do arsenal de armas químicas dos Estados Unidos pode ter impactos positivos na política internacional relacionada ao desarmamento e à segurança global. Isso pode aumentar a pressão sobre outras nações para aderirem e cumprirem a Convenção sobre Armas Químicas, incluindo o Brasil. O país pode ser incentivado a fortalecer seus próprios compromissos de desarmamento e trabalhar em colaboração com outros países para promover a paz e a segurança.
Na Economia, embora a eliminação do arsenal de armas químicas não tenha impacto direto na economia do Brasil, a promoção da paz e da segurança global é benéfica para o comércio internacional e as relações diplomáticas. A estabilidade e a confiança geradas por ações desse tipo podem impulsionar o comércio, os investimentos e as parcerias internacionais, o que pode ter efeitos positivos na economia brasileira, a eliminação do arsenal de armas químicas dos Estados Unidos é um marco histórico que promove a segurança global e pode ter impactos positivos na política internacional e na economia. Espera-se que essa ação inspire outras nações a seguirem o exemplo, reforçando o compromisso global de um futuro livre de armas químicas e promovendo a paz e a segurança em todo o mundo, incluindo o Brasil.
fonte: https://elpais.com/internacional/2023-07-08/estados-unidos-destruye-por-completo-su-arsenal-de-armas-quimicas.html