As amarras colocadas no mercado venezuelano hoje fazem um presente amargo para os empresários, e para o sistema de abastecimento interno no país. A política de preços e tentativas de controle inflacionário gerou uma alta insatisfação interna e um pânico externo de se investira na Venezuela.
As atuais opiniões são polarizadas, e sugestões sobre a saída da crise vão desde diálogos entre os lados políticos até intervenção militar externa (estrangeira).
Essa insatisfação está dividindo chavistas de um lado e opositores do outro, fomentando a disputa política na Venezuela, e a fazendo ganhar características violentas.
Os protestos estão sendo reprimidos pela polícia e, oficialmente, mais de 10 pessoas já foram mortas - entre chavistas e opositores, e um saldo de dezenas de feridos e detidos. Com manifestações diárias o país vive em um clima de grandes incertezas.
As classes baixas estão vivendo um período de grande escassez e a classe média teve seus hábitos ajustados a uma nova realidade.
Os empresários, vivem um desacordo com o governo de natureza econômica. Existe uma irritação com o controle de câmbio – vigente desde 2003 - que atrapalha os negócios e a capacidade de exportação.
Na verdade há falta de dólares no país e conseguir gerar poupança, balança comercial positiva e importar, fazem parte de um grande dilema.
A pressão para a pressionar Maduro a renunciar é gigante. E existe um grande movimento para aplicar a Carta Interamericana (de Direitos Humanos da OEA) para que outros governos apoiem o povo venezuelana para sair dessa situação.
por Ricardo Meper
por Ricardo Meper