Mesmo com o aperto monetário e as medidas de restrição ao crédito, os indicadores de insolvência das empresas encerraram o primeiro semestre abaixo dos verificados nos primeiros seis meses do ano passado.
De janeiro a junho, houve 877 requerimentos de falência, um recuo de 6,6% ante os 939 pedidos em igual intervalo de 2010, mostra levantamento da empresa de análise de crédito Serasa Experian. Mas a tendência é que esses indicadores apresentem avanço ao longo da segunda metade do ano.
Isso porque os pedidos de recuperação judicial cresceram 15% no primeiro semestre, o que indica uma mudança em relação ao cenário visto até agora.
"Já se notam desaquecimentos setoriais em decorrência da política monetária restritiva e a alta da inadimplência do consumidor tende a pressionar a rentabilidade empresarial", avaliam os economistas da entidade.
Além disso, a Serasa observa que a comparação entre os primeiros semestres de 2011 e de 2010 envolve ambientes econômicos distintos para os negócios, já que no início do ano passado as empresas ainda sofriam com os impactos da crise global, sobretudo no acesso ao crédito.