"O mundo presencia neste momento uma crise financeira de grandes proporções, que, para muitos, é a maior já vivida desde a crise de 1929. Essa crise é, no entanto, fruto de um intenso processo de financeirização do capital que começou a ganhar força a partir do desmantelamento, nos anos setenta, do regime que emergiu em Bretton Woods e que triunfou sobre a égide da liberalização e da desregulamentação financeira, a qual, combinada com a veloz proliferação das inovações financeiras, acabou por resultar numa expansão sem paralelos da riqueza financeira.
De lá para cá, cresceu vertiginosamente a participação dos ativos financeiros no total dos ativos detidos por bancos, investidores institucionais e grandes conglomerados empresariais, mas também por pequenas empresas e famílias, configurando-se, assim, uma forte tendência ao rentismo nas economias capitalistas. Segundo dados do relatório Mckinsey, o valor do capital financeiro supera hoje de longe o valor do produto mundial, e esse descolamento entre a economia financeira e a economia real tende a tornar as crises mais freqüentes e suas conseqüências mais agudas." Por Orlando Assunção Fernandes (*) http://www.cofecon.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1560&Itemid=1
De lá para cá, cresceu vertiginosamente a participação dos ativos financeiros no total dos ativos detidos por bancos, investidores institucionais e grandes conglomerados empresariais, mas também por pequenas empresas e famílias, configurando-se, assim, uma forte tendência ao rentismo nas economias capitalistas. Segundo dados do relatório Mckinsey, o valor do capital financeiro supera hoje de longe o valor do produto mundial, e esse descolamento entre a economia financeira e a economia real tende a tornar as crises mais freqüentes e suas conseqüências mais agudas." Por Orlando Assunção Fernandes (*) http://www.cofecon.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1560&Itemid=1