As reservas da China em moeda estrangeira, as maiores do mundo, subiram somente US$ 7,1 bilhões no segundo trimestre deste ano, para US$ 2,45 trilhões até o fim do mês passado. As reservas tinham registrado crescimento de US$ 47,9 bilhões no primeiro trimestre de 2010 e de US$ 453,1 bilhões em todo o ano passado. Segundo o Banco do Povo da China (PBOC, o banco central chinês), a queda do euro é a principal razão para a desaceleração do crescimento das reservas chinesas. A taxa de câmbio entre o euro e o dólar recuou mais de 20% entre o fim de 2009 e maio deste ano.
As reservas da China são acompanhadas de perto nos Estados Unidos, onde o governo chinês mantém seus superávits comerciais por meio da compra de títulos e outras dívidas do governo norte-americano. O país é o maior credor estrangeiro dos EUA, mas reduziu os títulos do Tesouro norte-americano que possuía em bilhões de dólares nos últimos meses.
A autoridade monetária também divulgou dados que mostraram uma redução adicional no estímulo fornecido à economia chinesa por meio do sistema bancário controlado pelo Estado. O crescimento do empréstimo bancário recuou para 18,2% em junho, de 21,5% em maio, enquanto o aumento da base monetária M2 (medidor de liquidez que cobre o dinheiro em circulação e todos os depósitos), diminuiu para 18,5% no mês passado, de 21% no mês anterior.
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