Crise levou 89 milhões à pobreza extrema, segundo Banco Mundial

Antes da recessão, mundo tinha 1,4 bilhão de pobres, diz vice-presidente.
Países em desenvolvimento devem ter política 'pró-ativa', segundo Yifu Lin

A crise financeira internacional foi responsável pela entrada de 89 milhões de pessoas na faixa de renda correspondente à pobreza extrema, disse nesta terça-feira (20) no México Justin Yifu Lin, vice-presidente do Banco Mundial.
"Antes da crise, o mundo tinha mais ou menos 1,4 bilhão de pessoas abaixo da linha de pobreza internacional, e esta crise somou pelo menos outras 89 milhões de pessoas", disse Yifu Lin, falando em um seminário organizado pelo Banco Central do México.
Para combater a pobreza, os países em desenvolvimento devem ter uma economia "semelhante à dos países com alta renda", acrescentou Yifu Lin, de origem chinesa, e em tempos de crise devem manter uma política monetária "mais pró-ativa", dado que o espaço para melhorar sua economia é maior.
Em abril, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) já haviam advertido que o objetivo de tirar milhões de pobres da miséria até 2015, fixado pelas Nações Unidas, se tornou irrealizável em consequência da crisis, principalmente na África.
Os cálculos dos dois organismos, agora confirmados, indicavam que o número de pessoas vivendo em situação de pobreza extrema aumentaria em cerca de 90 milhões de pessoas.

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